Esses adaptadores USB que formam um joelho de 90º são sensacionais pra fazer sumir aqueles cabos incômodos que ficam visíveis abaixo ou na lateral de equipamentos e telas.
Eu aproveitei uma promoção e comprei uma meia dúzia. Já usei todos, e agora tem bem menos cabeamento aparente na casa – apesar dos esforços dos fabricantes de telas e acessórios, que parece que curtem excessos, e se esforçam para deixar visíveis os penduricalhos das conexões.
Dois adaptadores USB C em ângulo, sendo um em formato de joelho (90º) e o outro em U (180%)
Tem também uns adaptadores 180º (em forma de U), eu usei num monitor, nota 10.
A foto acima mostra esses dois tipos – mas há outros, com outros padrões (HDMI, USB 2.1, etc.), conversão, angulação lateral, flexão e mais.
Esse link é meramente ilustrativo (mas comprei um igual e funcionou bem), para transmitir sinal de vídeo em 4K num cabo USB C.
O decrescimento (em inglês, degrowth) defende a redução planejada da produção e do consumo, visando o bem-estar e a sustentabilidade.
Praticadas com consciência, essas ideias viram propostas de política social que demanda planejamento e equilíbrio.
E mesmo quando implementadas apenas com foco na vida pessoal – por exemplo, adotando o minimalismo para organização doméstica ou financeira –, trazem frutos positivos para quem pratica e, cumulativamente, para a sociedade.
Para quem tem uma abordagem mais focada em consumo e acumulação, a reação típica ao minimalismo e ao decrescimento é de uma rejeição automática motivada por desejos, memórias ou ideais acostumados, ao longo de toda uma vida, a associarem esse tema a alguns conceitos realmente indesejados1, como escassez, empobrecimento, restrições, contenção, desconforto e até mesmo recessão.
A questão central, como de costume, é de ponto de equilíbrio: como balancear as intenções, as disponibilidades e as demandas?
Como equilibrar intenções, disponibilidades e demandas?
Observando as pessoas que praticam com sucesso o minimalismo no âmbito pessoal e familiar, é frequente notar que os resultados incluem os ganhos da simplicidade e do espaço disponível, e que esse hábito frequentemente vem associado a experiências em que há abundância, prosperidade e riqueza.
Indo um pouco mais a fundo, é necessário sublinhar que os termos “prosperidade”, “riqueza” e “abundância” nem sempre se referiram a elevados níveis de consumo e acumulação. A sensação mais geral de desenvolvimento e satisfação ainda acontece (em parte, para muitos), em âmbitos subjetivos: moralidade, liberdade, tempo, organização, suficiência, resiliência e mais.
Pela via oposta, é fácil perceber quantos indivíduos conectados diretamente à ciranda do mercado estão constantemente insatisfeitos com o que têm e com o que consomem. Muitos também não conseguem alcançar os já mencionados aspectos imateriais da abundância, o que – no acumulado das experiências individuais – contribui para elevados níveis de problemas de saúde mental e de solidão, por exemplo.
A alternativa funciona
É aí que entram as ideias de abundância frugal, como o minimalismo e o decrescimento: elas dissociam o ritmo da vida das pessoas, em relação ao ciclo contínuo do mercado, que ano após ano quer nos vender de novo a moda, o smartphone e o carro mais recentes.
Alcançar objetivos dessa categoria, para quem se sente conectado aos estímulos do consumo, raramente é fácil. Mas considerar essa intenção como desejável, positiva, e até mesmo confortável, é um requisito inicial que remove boa parte dos obstáculos de natureza interma.
Ao associar objetivamente o decrescimento à abundância, o projeto pessoal de alcançá-lo se torna mais palatável, desejável e, em última análise, alcançável.
Vão pegar o pior nível de comportamento que a liderança topa deixar acontecer, e chamar de “cultura” para mascarar a falta de consequências.
Chamar de “cultura organizacional” as dinâmicas abusivas estabelecidas serve como uma cortina de fumaça para disfarçar as práticas e invalidar as reações contrárias, colocando à margem os prejudicados.
Já vivi essa situação mais de uma vez, anos atrás – é um jogo difícil de virar, mas não é impossível.
* Claro que também existe cultura organizacional “de verdade”, sem ser disfarce. Mas quando o ambiente adoece, o conceito é sequestrado e usado para fomentar a continuidade das relações tóxicas existentes.
Pelas minhas contas a gente já tá naquele nível de bagunça geopolítica que teve no século passado entre as décadas de 1950 e o começo da de 1980 (da guerra da coreia ao primeiro mandato do reagan, mais ou menos), com as várias potências metidas nas mais variadas invasões de soberania em todos os continentes e se esforçando pouco pra desmentir ou dar um verniz de normalidade.
No século passado isso era um substituto de guerra mundial. Será que neste século também será?
Claro que existe lugar para eficiência e priorização, mas esse lugar não abarca a nossa vida inteira.
Uma vida interessante requer experiências que fazem progredir, e uma existência criativa também inclui experiências não planejadas, sem garantia de sucesso ou aprendizado.
Desvios, fricção, pausas e novas tentativas. Alguns dos momentos mais importantes e valiosos da vida acontecem enquanto estamos sendo ineficientes.
Uma coisa típica de cultura corporativa disfuncional, e que conduz a pessoas que se viram bem acabarem se comunicando menos, é quando alguém fala "glr eu vou resolver o problema _____ na terça à tarde, quem tiver o mesmo problema e quiser participar, é só confirmar até segunda 17h"
aí chegam 3 respostas:
– só posso se for na quarta
– eu acho que isso tinha que ser de manhã
– posso confirmar no dia?
Impor condições a quem ofereceu apoio também é um tipo de desvalorização, que – caso aconteça ao seu redor – precisa ser percebido, prevenido e combatido, para que as pessoas com iniciativa não desistam de compartilhar espontaneamente a sua capacidade resolutiva.
Essa imagem exprime muito bem como funciona, em mim, a rigidez cogniva que é parte do meu autismo.
Uma pessoa de caiaque sobre um lago cuja superfície está congelada. Atrás dela há o rastro do caiaque e a marca dos pontos em que as remadas romperam a superfície de gelo.
Se tá na hora de andar de caiaque, tá na hora de andar de caiaque, e não importa se o lago congelou, ou o que a Britney anda fazendo na hípica.
(desconheço o autor, mas era esse tipo de historinha que circulava na Internet brasileira lá por 1995)
Aprender alemão é fácil
A língua alemã é relativamente fácil. Quem sabe algum idioma clássico e está habituado com as declinações, pode aprendê-la sem grandes dificuldades — ao menos é o que os professores de Alemão dizem em suas primeiras aulas.
Em seguida, quando começamos a estudar os der, des, den, dem, die, eles dizem que é moleza: tudo é apenas uma questão de lógica. Realmente é muito simples; podemos ver isso no exemplo que passamos a examinar.
Tomemos um honesto livro alemão: um volume magnífico, encadernado em couro, publicado em Dortmund, que descreve os usos e costumes dos hotentotes (em Alemão, hottentotten).
O livro nos conta que os cangurus (Beutelratten) são capturados e colocados em jaulas (Kotter) cobertas de um tecido (Lattengitter), para abrigá-los do mau tempo. Essas jaulas são chamadas, em Alemão, "jaulas cobertas de tecido" (Lattengitterkotter); assim que botam um canguru dentro delas, ele é chamado Lattengitterkotterbeutelratten, "o canguru da jaula coberta de tecido".
Um dias os hotentotes capturaram um assassino (Attentater), acusado de ter matado uma mãe (Mutter) hotentote - Hottentottermutter -, que tinha um filho tonto e gago (stottertrottel). Essa pobre mãe se chama, em Alemão, Hottentottenstottertrottelmutter, e seu assassino é chamado de Hottentottenstottertrottelmutterattentater. A polícia prendeu o assassino e o enfiou provisoriamente numa gaiola de canguru (Beutelrattenlattengitterkotter), mas o prisioneiro escapou. As buscas mal tinham começado, quando surgiu um guerreiro hotentote, gritando:
— Capturei o assassino! (Attentater).
— Sim? Qual? — perguntou o chefe.
— O Lattengitterkotterbeutelratterattentater! — respondeu o guerreiro.
— Como assim? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tecido? — perguntou o chefe dos hotentotes.
— É, sim, é o Hottentottenstottertrottelmutteratentater (o assassino da mãe hotentote de um menino tonto e gago) — respondeu o nativo.
- Ora , respondeu o chefe, poderias ter me dito desde o início que tinhas capturado o Hottentotterstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentater.
Como dá para ver, o Alemão é uma língua fácil; basta a gente se interessar um pouquinho...